segunda-feira, 2 de março de 2009

Pequena(s) morte(s). Ou simplesmente o amanhecer.


Hoje foi o primeiro dia de um novo ciclo.

Quando o Sol ofereceu seus primeiros raios eu tive a certeza de que ocorreram pequenas mortes. E eu pude sentir o luto e vestir meu luto para respeitá-las.

Velei a noite toda algo que estava inerte, morto. Embora ainda sentisse sua energia, já não havia mais vida ali.

Só sobraram lembranças, memórias, algumas sensações. Nesse momento só existe a dor e um certo luto.

Ele se foi.

Por muito tempo ainda o amanhecer será o aviso de sua partida. Meus olhos delatarão minha dor. Meus suspiros subirão aos céus e te alcançarão. Há um poeta que diz que o suspiro é a escada rolante da memória. Meu amor irá até você - seja de elevador, escada, corda, balão - ele te encontrará em qualquer lugar que você esteja. E levará minha saudade.

Enquanto isso eu estarei aqui guardando meus sentimentos.

Porque não cabe o que tem de bom dentro de mim.

Porque a morte não é o fim. E, afinal, essa foi uma pequena morte.

E porque eu torço para que o recomeço esteja logo após a próxima curva e que eu te reconheça pelos seus olhos.


"Feliz daquele que reconhece seu grande amor apenas pelo seu olhar".



4 comentários:

Elis Zampieri disse...

A morte é seiva que alimenta a vida.
Que possamos morrer infinitas vezes e renascer, a cada dia com mais viço.
Bem vinda à vida, Andrea!
Abraços da Elis

Elis Zampieri disse...

Esqueci de dizer... Amei o texto.

Sempre em Trânsito disse...

Outro espaço super interessante. Estou linkando seus blogs, assim acompanharei suas atualizações frequetemente!

Abraços...

Zingara disse...

Também acredito que a morte não é o fim, deve ser por isso que ainda me levanto e me permito ver o amanhecer.

Belas palavras, dolorosas para quem sabe o que é perda.

Beijos,
Zin