segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Não buzine aos domingos.


Acordei ontem em pleno domigo, às 7h, com um estridente barulho de buzina.


Bem, para quem que moro no 9º andar e, cuja janela do quarto dá para os fundo do prédio, aquilo era, de fato, um buzinaço.

Juro, achei aquilo o fim da picada. Nem o funk pacadão do vizinho da casa ao lado é tão desrespeitoso quanto aquela buzina.

Levantei o fui ver o que estava acontecendo. Alguém que tentava sair de um estacionamento buzinava para o outro que havia parado bem na porta da garagem. Detalhe: esse estacionamento fica embaixo de um banco e o dono do carro estacionado estava dentro do banco. A ação toda não durou mais do que três minutos. Mas foi o suficiente para acordar a mim (e mais outros tantos vizinhos).

Ok! O homem da garagem precisava sair - seja por qual motivo fosse - mas quando ele viu que o outro saiu do caixa eletrônico do banco, buzinou mais ainda, com mais força, mais vigor. E o outro, por sua vez, partiu lentamente, como se não quisesse sair dalí.

Não vou discutir aqui a razão de ambos os senhores porque não estava correto aquele que parou "rapidamente" na porta da garagem, nem aquele que enfiou a mão na buzina.

O que vou colocar em xeque aqui é o respeito. Ou a falta dele.

E isso tem sido uma constante em nossos dias. Ninguém mais quer saber da tal linha tênue que separa o seu espaço do terreno do próximo.

Aliás, tirei o domingo para observar isso. Enquanto pintava meus artesanatos lá na lavanderia (porque meu espacinho está ocupado com caixas de mudança), olhava a rua (mais precisamente, a avenida) e pude concluir que as pessoas perderam o espírito do domingo, do descanso, da amizade, da paz. E daí buzinam!!! Por qualquer coisa!!! Haja estresse!!!

Sinceramente penso que deveria existir uma lei que impedisse as pessoas buzinarem à exaustão. Principalmente aos domingos. A não ser que fosse para chamar os outros à rua e comemorar a amizade e a vida!




3 comentários:

Francisco Castro disse...

Olá Andéa, eu gostei muito do seu blog. E é muito bom.

Parabéns!


Um grande abraço

Rafael Cury disse...

Idéia de um amigo meu: bozina deveria ser algo que se esgotava que precisa de recarga. E essa recarga deveria custar muitíssimo caro. As pessoas economizariam, estou certo disso. Beijo.

Alcyone Coelho, disse...

A ultima vez q estive no Brasil observei isso qd fui acordada cedinho p um carro bozinando na porta do vizinho e um homem (sorridente) peguntando 'tem cafe da manha ai?'. Eu, preocupada com meu proximo, nao reclamei, achei melhor manter o domingo deles animado, mesmo que isso implicasse estragar o meu!