segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Placebos e Paliativos.

pa.li.a.ti.vo
adj (paliar+ivo) Que serve para paliar. sm 1 Medicamento que tem eficácia apenas momentânea. 2 Algo que somente entretém e prolonga um desejo ou uma esperança.

pla.ce.bo
sm (lat) Substância ou preparado inativo, outrora receitado para comprazer ao doente, agora também usado em estudos controlados para determinar a eficácia de substâncias medicinais.
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Desde o ano passado estou procurando uma forma de cuidar mais de mim. A primeira atitude foi ceder à gritante necessidade de ter um apoio psicológico.
Não. Não sou psicopata, esquizofrênica, maníaca-depressiva. Apenas precisava de um ponto de apoio para reencontrar meu eixo, ter de volta meu equílibrio. E foi o que eu fiz e também já relatei aqui.
Como resultado desse trabalho, outras necessidades surgiram. Porém, dentre todas elas existe uma que urge, que grita e que não dá mais para postergar. Preciso - urgentemente - cuidar do meu corpo.
Acabei me acostumando com o meu tipo físico - baixinha e bunduda - e via na idade e no perfil genético uma desculpa atrás da outra. Daí os quilos a mais foram chegando, os números do manequim saltaram para outra dezena e eu fingi que não vi nada disso. Conclusão: não estou me sentindo bem assim, do jeito que estou.
Calma! Não virei uma obesa mórbida. Acontece que, depois da gravidez, alguma coisa mudou mesmo no meu corpo. Não sei, mas parece que seios e quadris ganharam reforços e, assim, algo que antes era aparentemente sem graça tomou 'corpo'.
Os anos foram passando (o Lucca vai fazer 9 anos mês que vem) e eu me acostumei a isso. Nesse percurso tive algumas crises e fiz dietas malucas que elimiram 8 ou 10 quilos de uma vez. Tudo a base de remédios com retenção de receita na farmácia. Ao mesmo tempo que emagrecia, ficava louca, agitada, não dormia!! Quando acabava o período dos medicamentos, o tormento voltava (junto com quilos a mais, é claro).
Por isso decidi olhar com olhos criteriosos minha situação. Chega de atitudes paliativas ou de placebos emocionais. Não preciso dessas muletas, afinal. Não quero mais me enganar e sofrer depois. Porque eu estou sofrendo sim. Nunca havia me incomodado tanto como agora.
É preciso mudar. E para isso será preciso enfrentar uma grande luta comigo mesma. E as armas são velhas conhecidas: obstinação, paciência (que eu descobri ser uma grande virtude minha!!), organização e muito foco.
Vou começar eliminando o sedentarismo. Já passo quase dez horas sentada, trabalhando num escritório bem próximo da minha casa. Outras oito são gastas com o sono. Sobram seis, todos os dias. Desse tanto, preciso apenas de 50 minutos comigo mesma com uma atividade que já gosto muito: andar. E se tudo der certo (como desejo que dará), daqui a um tempo será correndo. Porque tenho um sonho de correr uma maratona.
Outra mudança será na alimentação. Penso que abandonar velhos hábitos só me farão bem. Tenho consulta agendada com uma nutricionista para me orientar nas escolhas. Além disso, há o prazer de experimentar novos sabores, combinações. Novamente aqui vejo a mais absoluta necessidade de organização e força de vontade. E com o equilíbrio emocional nos eixos, tudo será mais fácil, e até mesmo mais natural.
Não pretendo me tornar a próxima capa da Playboy, mas quero me olhar no espelho daqui a uns meses e me sentir bonita, sexy, desejada. Por mim mesma, antes de qualquer outra pessoa.

Um comentário:

Luiz Gonzaga disse...

Oi.
Acho que o mais importante é perseverança. Vontade constante.
Good luck!!